© ONE LIFE STAND

Qui 9 e Sex 10 Ago | 22:30 e 23:30 | Esc. Dr. Baptista Loureiro
ANTÓNIO PEDRO LOPES
AGOSTO, MELHOR SENTADO DO QUE DE PÉ MELHOR DEITADO QUE SENTADO
apresentação informal






http://theantsandtherats.blogspot.pt/

O 1º mês deste projecto foi "Julho, Uma Entrevista Com Um Ursinho", desenvolvido no ON.OFF/Maus Hábitos no Laboratório de Criatividade Urbana de Guimarães CEC 2012.

Uma proposta de António Pedro Lopes com Gustavo Ciríaco
Produção ONE LIFE STAND (Lisboa) com Citemor

> O espectador define o preço do bilhete
"AGOSTO" é o título e 2º mês de um projecto de 12 meses. Cada mês pressupõe um processo e um produto provisório, e existe como capítulo num conjunto de experiências que se influenciam e contaminam ao testar a experimentação de ideias que originam objectos performativos de pequeno formato. Enquanto escrevo este texto oiço em repeat Lay Me Down da inglesa Cold Specks, single da sua estreia em I Predict a Graceful Expulsion, provavelmente uma das mais belas canções do ano. Tenho na cabeça três coisas. Primeiro, o marco na minha biografia que é o dia 1 de Agosto de 2009 no encontro com Jorge Gustavo de Figueiredo Ciríaco que agora aqui convido para estar presente comigo.

Segundo, uma citação perdida de Malone está a Morrer (1951), de Samuel Beckett, que aqui se transforma no subtítulo desta proposta: "melhor sentado do que de pé melhor deitado que sentado".

Terceiro e último, a obra Sete na Cama (2001), de Louise Bourgeois. Agora engulam essas referências ou procurem-nas no Google e consumam-nas sem parar e sem moderação. Elas aqui não são objetos de reverência, nem servem para demarcar um campo conceptual programático, mas para criar um mapa mental de um encontro às cegas na sala da “casa das oliveiras”, no Largo de S. Martinho, em Montemor-o-Velho. Nesse encontro, se me permitem e se se permitirem, venham sem saber ao que é que vêm e venham de mãos vazias. Convido-vos a invadir este espaço doméstico e a permanecerem penetráveis. Informalidade e proximidade servem de chaves para atender esta cerimónia de intimidades, encontrar o conforto no punctum e criar um chão possível de partilha de presenças como se de repente nada, mais nada importasse.
ANTÓNIO PEDRO LOPES