© DINIS MACHADO

Ter 7 e Qua 8 Ago | 22:30 | Teatro Esther de Carvalho
DINIS MACHADO
BLACK CATS CAN SEE IN THE DARK BUT ARE NOT SEEN
co-produção, antestreia



http://corp.pt/


Um espectáculo de Dinis Machado com David Cabecinha e Jorge Jácome Apoio à internacionalização Fundação Calouste Gulbenkian Residência Agora Collective (Berlin) Co-produção Corp e Citemor


> O espectador define o preço do bilhete

ESTE PROJECTO COMEÇA com uma declaração de intenções, talvez um manifesto - O Homem Portátil - e desenvolve-se enquanto diário ficcionado que nos leva até um corpo que se experimenta na cidade segundo estas directrizes a que se propõe.
Um trabalho para três performers em acção para relatar e reconstituir um único corpo. Através da sua relação com os materiais mais precários eles constroem dispositivos e olhares provisórios, num espaço onde o corpo enquanto elemento metabólico fundamental, se revela a si mesmo enquanto fonte primeira de desejo, vontade, possibilidade e prazer.
Tomemos o corpo enquanto espaço. O último espaço e um espaço com marcas. Talvez um lugar. O que posso construir dentro dele, com ele, através dele enquanto ferramenta primeira. Enquanto ferramenta com História e identidade.
Ou...
... talvez se esquecermos a História o que é que sobra desta identidade, o que é que dela está ali impregnado enquanto gesto e forma, instinto e reflexo de um modo subconsciente de sobrevivência, de permanência, de persistência. Quais as possibilidades em potência neste corpo, ferramenta potencial tanto do suicida como do terrorista, ou simplesmente de um viver sereno e um experimentar necessariamente lento deste corpo e das suas possibilidades, e da defesa, muito activa, do espaço desta serenidade essencial.

Por onde começar? Comecemos por esquecer tudo na certeza de que tudo se irá repetir. O que já não fizer sentido ficará perdido neste processo e novas coisas irão surgir entre pensamentos antigos. Vamos começar pelo meio porque o princípio é falso. E por lá ficaremos porque acabar é um simulacro. É convencer-nos de que fizemos sentido.