© DANIEL MIRACLE

Sáb 28 Jul | 21:30 | Teatro da Cerca de São Bernardo - Coimbra

OLGA MESA
DAISY PLANET

remontagem especial





Coreografia e interpretação Olga Mesa Protótipo Neokinok Experimental TV Daniel Miracle Luz, som e vídeo Daniel Miracle Figurinos Bernardino Cervigón Textos para (não) ser escutados Dorion Sagan (Biosferas), Kafka e Olga Mesa Produção Cia Olga Mesa com o apoio do Festival La Alternativa, Madrid 1999 Apoios Locais Metro Cuzco, Madrid Agradecimentos Mónica Valenciano, Juan Dominguez, Charo Calvo, Rui Nunes, Antonio Fontinha, Ana Buitrago, Carmen Canillas e Instituto Cervantes de Milán

> O espectador define o preço do bilhete
(bilhete único para "Daisy Planet" e "sweetSKIN" de Rafael Alvarez)
ARTE AMORAL, AMOR DE UM TRABALHO, DE UM OBJECTO, DE UMA IDEIA… Daisy Planet é uma carta de amor-ficção, a ideia que o amor é como um corpo presente, duplicado, íntimo e constantemente exposto. O amor como um organismo, uma máquina de desejos, um permanente estado de admiração. Uma evolução que trespassa a carne para alcançar um estado de informação pura. 
Nesta peça o artista visual Daniel Miracle, colaborador de Olga Mesa desde “estO NO eS MI CuerpO” (1996), criou o protótipo Neokinok.TV, para acrescentar uma nova dimensão ao espaço cénico. Um espaço problemático, onde os jogos de desdobramento entre a ficção e a realidade, o tempo registado do vídeo e o real da acção intervêm na memória do espectador.
Olga Mesa criou “Daisy Planet” para o X Festival Alternativa, realizado em 1999, em Madrid, no contexto do programa “Cartas de Amor”. O tema sugerido – o Amor – ganhou forma numa dramaturgia que, pela primeira vez no trabalho de Olga Mesa, incorpora o texto com o trabalho coreográfico. Não se baseia numa sobreposição, mas na forma como o texto se pode adaptar a partir do corpo, agindo ele mesmo sobre o corpo. A ironia está na relação subentendida entre o corpo que se expõe ou não e o seu sentido.
"Quero mais do que nunca ser um corpo, e acabar com a miséria do sentimento (…quero ser uma máquina, ser dor, sem pensar…). Espectador celeste, onde tens o teu estômago faminto? Gostaria que desejasses amar-me ou matar-me porque te quero diferente…"
OLGA MESA


Dedicado a La Inesperada