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Sexta 6 e Sábado 7 Agosto | 22:30
Sala B
EL LUGAR Y LA PALABRA. CONVERSACIÓN INTERFERIDA. BEIRUT (estreia nacional), seguido de IMPROMPTUS (co-produção, residência de criação, estreia) e TIEMPOS COMO ESPACIOS (estreia nacional)
Fernando Renjifo
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“El exilio y el reino" é uma série de trabalhos iniciada por Fernando Renjifo em 2008 que agrupa peças de diferentes formatos e temática.
Estas obras são aproximações, interrogações, olhares. Há nelas uma vibração entre a contemplação e a acção, onde o poético surge como umbral de um exílio interior. A construção destas obras decorreu paralelamente a experiências vitais relacionadas com aproximações a outras culturas e contextos e a universos poéticos de outros artistas (poetas, pintores, escultores). Há aqui também um questionamento implícito (ou uma afirmação) da arte e da cena como lugar.
Fernando Renjifo
EL LUGAR Y LA PALABRA. CONVERSACIÓN INTERFERIDA. BEIRUT
Obra criada a partir de conversas mantidas em Beirute com intelectuais, artistas e cidadãos anónimos em Janeiro de 2008, assim como da leitura de alguns poetas árabes contemporâneos relacionados com a região, como o sírio-libanês Adonis e o palestiniano Mahmud Darwix.
Na obra escutam-se fragmentos destas conversas assim como algumas passagens poéticas destes autores. Os discursos fragmentam-se, entrecruzam-se e descontextualizam, forçando o diálogo entre a palavra espontânea e a palavra pensada, entre a palavra da rua e a palavra poética para criar um discurso simultaneamente concreto e abstracto, histórico e íntimo, que parte de uma realidade determinada e busca a sua própria trascendência. Trata-se de uma conversa interferida, ou melhor, de uma série de conversas interferidas, pela fragmentação e sobreposição dos discursos, pela multiplicidade de línguas, pela divergência de posições, pela erupção do poético e pelos distintos valores de verdade da palavra.
Beirute aparece aqui alternadamente como um lugar muito concreto e muito abstracto. A proximidade real é dilatada com a violência, a morte, a dor, a perda e a destruição coloca os seus habitantes num lugar extremo. A história e a situação actual fazem de Beirute um lugar — mais do que qualquer outro — pensado, falado, escrito pelos seus próprios habitantes.
Uma criação: Fernando Renjifo Com: Ziad Chakaroun e Alberto Núñez Registos sonoros de conversas em Beirute com: Abbas Beydoun, Ziad Chakaroun, Chafa Ghaddar, Christian Ghazi, Ibrahim, Raif Karam, Siham Nasser y Walid Sadek Textos projectados: Antonio Gamoneda “Descripción de la mentira” Citações literárias: Adonis “Prólogo a la historia de los Reyes de Taifas y Éste es mi nombre”, Mahmud Darwix “Estado de sitio y El fénix mortal” e Ibn Hazm de Córdoba “El collar de la paloma” Tradução para português: Maria José Vitorino Colaboração técnica: Pablo Pavillard Produção: La República Apoio: Instituto Cervantes em Beirute e Casa Árabe Agradecimentos: Antonio Gamoneda, Federico Arbós (versão em espanhol dos poemas de Adonis), Luz Gómez (versão espanhola dos poemas de Darwix), Laura Gutiérrez, Umam Documentation & Research (Beirute), Aula de Teatro – Centro de las Artes de la Universidad de Alcalá de Henares (Madrid) e Espacio Off Limits (Madrid). Audio: árabe, inglês e francês com legendas em português Leituras: árabe e espanhol
IMPROMPTUS
“Impromptus” consiste numa improvisação de movimento a partir de um universo poético, inspirado na obra do pintor Juan Miró e do poeta José Ángel Valente. É uma obra que consiste em variações baseadas na escrita automática do corpo e da pintura. Contém uma estrutura aberta onde não se pretende a repetição e vai-se reformulando com o passar do tempo, em adequação com os espaços e os contextos.
São intervenientes o bailarino e acrobata brasileiro Renato Linhares, que realiza um solo de movimento sem uma estrutura fixa, e a artista plástica Marta Azparren que, por sua vez, faz uma serie de traços inspirados no movimento.
A palavra latina impromptus qualifica o inacabado, o difícil ou o fora de tempo. É o nome que se dá a composições musicais onde prima a improvisação.
Conceito e criação: Fernando Renjifo Performers: Renato Linhares e Marta Azparren Produção: La República Co-produção: Citemor Projecto em residência de criação: La Fundición (Bilbao, 2009), Citemor (Montemor-o-Velho, 2009), La Casa Encendida e Aula de Teatro de la Universidad de Alcalá de Henares (Madrid, 2008) Apoio: Baixo Santo do Alto Glória (Río de Janeiro) Realizado com o apoio: Ayudas a la Creación Contemporánea Matadero Madrid 2009 - Ayuntamiento de Madrid Participaram na investigação: Denise Stutz, Guilherme Stutz, Alberto Núñez, Ziad Chakaroun e Mónica Valenciano. Agradecimento: Mónica Valenciano
TIEMPOS COMO ESPACIOS
Obra desenvolvida em Niamey (Niger) em colaboração com dois actores nigerinos. O texto em espanhol, escrito durante uma estadia nessa cidade, recorre a notas e reflexões de vários cadernos de viagens sucessivas à África subsariana.
Este texto entrelaça-se com fragmentos de conversas do quotidiano em djerma e peul, duas das línguas locais. Estas conversas são na sua maior parte improvisadas. O trabalho corporal dos actores foi inspirado no universo escultórico de Juan Muñoz.
«Tiempos como espacios» percorre o território das contradições que se geram em qualquer aproximação à diferença. Fala da forma como olhamos o outro e a nós próprios, dos tempos e espaços de onde olhamos e somos olhados.
Formalmente, ainda que haja uma reaproximação à teatralidade, a proposta situa-se num território escorregadio, onde se confunde deliberadamente o poético, com o documental e a ficção.
Criação, texto e espaço cénico: Fernando Renjifo Co-criadores e intérpretes: Aboubacari Oumarou (Beto), Pituá Alheri e Alberto Núñez Referências literárias: T.S. Eliot, J. Baudrillard, E. Levinas, P. Handke, Günther Anders e Juan Muñoz Tradução para português: Maria José Vitorino Produção: La República Apoio: Casa África Colaboração: AECID, Embajada de España em Níger, Teatro de los Manantiales (Valência) e Arène Théâtre (Niamey) Agradecimento: Alfred Dogbé e Rodrigo Fernández Sueza Idiomas: espanhol, djerma e peul
> Bilhete: 10 euros Bilhete com desconto: 7 euros
(desconto aplicável a menores de 25 anos, estudantes e profissionais das artes do espectáculo) |
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