Sex 31 Jul 22h45
DORI NIRO
O silêncio das sereias
Teatro Esther de Carvalho - Montemor-o-Velho
Sex 31 Jul 22h45
Teatro Esther de Carvalho - Montemor-o-Velho
“As sereias, porém, possuem uma arma ainda mais terrível do que seu canto: o seu silêncio.” Franz Kafka
O Brasil é o país que mais mata pessoas queer. Em 2016, registou-se o ano mais violento: 347 assassinatos. Pernambuco, estado do nordeste brasileiro onde nasci, é um dos lugares mais perigosos para ser gay, negro e mulher. Bárbara era um arquivo vivo que incorporava todas as identidades marcadas para morrer. Eu adorava Bárbara. Amava-a porque era odiada por todos. A cada murro, a cada facada, a cada tiro, morri também... mas eu sobrevivo para cantar com as sereias.
M/12; 00h15
Sex 31 Jul 22h45
Teatro Esther de Carvalho - Montemor-o-Velho
© SILVANA MONTEIRO / Galeria Municipal do Porto
Numa nova adaptação de Reverberações de um Corpo-tela, Wura Moraes propõe trabalhar no palco do Teatro Esther de Carvalho com o princípio de corpo-tela ou corpo-imagem, menção ao livro de Leda Maria Martins, “Performances do tempo espiralar: poéticas do corpo-tela.” Wura parte da produção de imagens, que além de visuais, são sonoras e cinéticas, e que se manifestam através do contacto com adereços dispostos no espaço, que ao serem ativados permitem a formação de diferentes quadros, onde se entrelaçam tempos de pausa e silêncio com sons rítmicos provocados pelo movimento dançado, convocando a coexistência de narrativas e imaginários diversos. Os objetos e adereços provêm do seu arquivo de pesquisa familiar, na continuidade do projeto-maior que Wura tem vindo a desenvolver: “Confluências”, onde evoca a memória do seu pai Mário Calixto e do seu tio Miltércio Santos, bailarinos e criadores, a cuja expressão busca dar continuidade e extensão.
M/12; 00h50
O Silêncio das Sereias de Dori Niro e Reverberações de um Corpo-tela de Wura Moraes são apresentados em parceria com performingborders.