Sex 31 Jul 22h30
Thiago Granato
NÃO SE VÊ, NÃO SE GUARDA
Teatro Esther de Carvalho - Montemor-o-Velho
Sex 31 Jul 22h30
Teatro Esther de Carvalho - Montemor-o-Velho
© PAULA FARACO
Inspirado pela imagética simbólica das naturezas-mortas Vanitas dos séculos XVI e XVII, o trabalho reflete sobre a transitoriedade da vida, a fragilidade da matéria e a futilidade da acumulação. Estas referências históricas ecoam preocupações contemporâneas, em particular a ansiedade ecológica e a desaparição acelerada de ecossistemas, imagens e modos de atenção. A peça questiona o que já não vemos hoje e, por extensão, aquilo que deixámos de cuidar, preservar ou sustentar.
Através de objetos efémeros, fragmentos textuais e gestos que se dissipam no momento em que emergem, a coreografia constrói imagens instáveis que resistem à fixação. A dramaturgia é concebida como um exercício de impermanência, onde cada ação contém a possibilidade de apagamento e onde a presença é sempre provisória.
Não se Vê, Não se Guarda propõe uma poética da desaparição. Em vez de tratar o efémero como carência, o trabalho abraça-o como força transformadora. Convidando o público a entrar numa ecologia da atenção, apela a que sustente, ainda que por breves momentos, aquilo que insiste em desaparecer: corpos, sons, imagens, florestas, memórias e o mundo frágil que tentamos manter unido, sabendo que não pode ser guardado, apenas vivido.
Criação, coreografía e interpretação Thiago Granato
Cocriação e assistência coreográfica Sandro Amaral
Piano Hélder Bruno
Iluminação Danilo Pinto
Produção Sandro Amaral e Thiago Granato
Coprodução Teatro Municipal da Lousã e Festival Citemor (Portugal)
Apoios DIORAMA (Berlín), Festival Arbola de Pamplona e Corpo Rastreado (São Paulo).
M/8; 0h50
www.thiagogranato.com